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  • POR QUE DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE?

    Vanderlei Coelho A Maçonaria é uma fraternidade iniciática, escola filosófica de moral e aperfeiçoamento humano, que consagra seus ensinamentos por meio de símbolos e alegorias. No Rito Escocês Antigo e Aceito, o Templo maçônico, além de ser um local sagrado - depois de construído passa por uma cerimônia de sagração, ou seja, torna-se sagrado -, pode ser considerado uma sala de aula, onde são ministrados os ensinamentos maçônicos. Em 26 de maio de 1776 foi inaugurado o primeiro Templo maçônico, na Inglaterra. Antes as Lojas maçônicas se reuniam nos adros das igrejas, ou em tabernas e cafés, importantes locais de socialização e reunião entre intelectuais, artífices e obreiros do mesmo ofício que compartilhavam interesses comuns. No Templo maçônico os maçons trabalham para o seu aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual. Como a Maçonaria utiliza uma metodologia de ensino que lhe é peculiar, no Templo maçônico não poderia faltar símbolos, que juntamente com as alegorias servem para ajudar na fixação das lições maçônicas. O sol e a lua quarto-crescente O Sol e a Lua quarto-crescente, quando juntos representam um único símbolo, sendo considerado um dos mais antigos e importantes da Maçonaria, ficam geralmente na parede do Oriente do Templo e tendo entre eles o trono do Venerável Mestre. Esse símbolo ilustra a expressão, “do meio-dia à meia-noite. O Sol é o emblema do meio-dia enquanto que a Lua o da meia-noite, o Venerável Mestre, estando entre eles, demonstra que comanda os trabalhos durante esse período. A expressão, “do meio-dia à meia-noite”, na verdade é uma alegoria, uma vez que uma sessão maçônica não se inicia ao meio-dia e nem se encerra necessariamente, à meia-noite. Esse simbolismo é creditado a Zoroastro, que foi um importante profeta persa, considerado como um dos principais mestres dos Antigos Mistérios, chamado por muitos de “pai do dualismo”. Zaratustra (ou Zoroastro), nasceu na antiga Pérsia, nas terras onde hoje fica o Irã. Acredita-se que ele foi o primeiro a defender o conceito da existência de um único Deus, tendo influenciado o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Por que a Lua quarto-crescente? Porque a astronomia ensina que a Lua quarto-crescente “nasce” ao meio-dia e se “põe” exatamente à meia-noite. Assim, quando o Sol está em seu zênite, ao meio-dia em ponto, é quando a Lua quarto-crescente “nasce”, a qual se “põe” à meia-noite em ponto. A lua quarto-crescente, tão importante para os Persas seguidores de Zoroastro, atravessou os milênios, tornando-se emblema da cultura árabe. Livre arbítrio Para Zoroastro, Deus criara a humanidade com a liberdade de escolher durante a vida, entre o bem e o mal e com a obrigação de enfrentar as consequências dessa escolha. A dualidade A tradição diz que os trabalhos nos templos de Zoroastro ocorriam do meio-dia à meia-noite, e que sua filosofia tinha por base a cosmologia, ciência que trata das leis gerais que regem o universo. O antagonismo do dia e da noite é uma representação simbólica da luta entre as forças opostas que não se limita ao conflito clássico do bem versus o mal, mas também a batalha de opostos que rompe a ordem das criações de Deus, ou seja, a luta incessante entre a mentira e a verdade, o caos e a ordem, destruição e criação, amor e ódio, guerra e paz, e assim por diante. Devemos combater as trevas espalhando a luz, lutar contra o mal espalhando o bem, combater o ódio com amor, refletindo a essência do GADU, esse é o nosso trabalho do meio-dia à meia-noite. Assista ao vídeo: POR QUE OS MAÇONS TRABALHAM DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE? Fontes pesquisadas: BROWNE, Sylvia. Fim dos Tempos  / Sylvia Browne com Lindsay Harrison; tradução Ebréia de Castro Alves. – 2.ed. – São Paulo: Prumo, 2009. COELHO, Vanderlei. Zoroastrismo: O cerne das religiões . Porto Velho, 2012. HODAPP, Christopher. Maçonaria para leigo s. Tradução de Kennyo Ismail. 2ª edição. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016. ISMAIL, Kennyo. Sol & Lua na Maçonaria . Disponível em: https://www.noesquadro.com.br/simbologia/sol-lua-na-maconaria/

  • REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA

    Por Vanderlei Coelho   Se você preferir, pode assistir ao vídeo que deu origem ao presente artigo. REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA Muitas vezes utilizamos na Maçonaria, termos que parecem semelhantes, mas que na verdade têm significados distintos. No artigo de hoje, vamos falar sobre REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA. Para melhor compreensão dos termos REGULARIDADE E RECONHECIMENTO, é preciso antes discorrer sobre potência e obediência/ soberania e autonomia, que também são erroneamente empregados na Maçonaria, como se fossem sinônimos. POTÊNCIA E OBEDIÊNCIA Potência e obediência são dois termos muito utilizados na Maçonaria brasileira e tidos como semelhantes, só que têm significados distintos. Potência Potência, segundo o Dicionário Online de Português: É a qualidade de potente, poder; força e vigor; poderio, autoridade; capacidade de realizar. Potência maçônica Potência maçônica é uma organização independente, possui governo próprio, com soberania em determinada jurisdição, exercendo poder e autoridade sobre os graus simbólicos e corpos maçônicos a ela subordinados. Exemplos de potência maçônicas O Grande Oriente do Brasil (poder central), as Grandes Lojas confederadas à Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB e os Grandes Orientes estaduais confederados à Confederação Maçônica do Brasil – COMAB, são exemplos de potências maçônicas. Obediência Obediência, segundo o Dicionário Online de Português: Ação de quem obedece, de quem é submisso, dócil. Disposição para obedecer; submissão completa; sujeição, vassalagem. Obediência maçônica Obediência maçônica é uma organização que apesar de ter certa autonomia, não tem soberania, está jurisdicionada a uma potência maçônica e a ela submissa. Exemplos de obediência maçônicas Os Grandes Orientes estaduais federados ao Grande Oriente do Brasil, se enquadram no conceito de obediência maçônica. SOBERANIA E AUTONOMIA Assim como acontece com potência e obediência, soberania e autonomia também são termos comumente empregados na Maçonaria brasileira como se fossem sinônimos. Como visto na definição de potência e obediência maçônica, é possível constatar que soberania e autonomia, são termos bem distintos. Soberania É primazia, superioridade, que exerce poder e autoridade suprema. Para ficar fácil o entendimento, é só lembrar que a potência maçônica exerce sua soberania sobre a obediência maçônica, ou seja, a primeira é soberana e está acima da segunda. Autonomia Pode-se dizer que a obediência maçônica é autônoma, tem as suas competências, mas também suas limitações, estando abaixo da potência maçônica, é por tanto submissa, e mesmo com certa autonomia, não tem soberania. FORMAS DE ESTADO Se ficou alguma dúvida, o que eu não creio, quanto aos termos potência e obediência/soberania e autonomia, a forma de estado e como estão organizados, o Grande Oriente do Brasil, as Grandes Lojas (CMSB) e os Grandes Orientes (COMAB), nos dão um panorama ainda mais claro a respeito dos temas. FEDERAÇÃO E CONFEDERAÇÃO Federação A Federação é formada por um Estado federal soberano, composto por diversas entidades territoriais autônomas, dotadas de governo próprio, que possuem um conjunto de competências ou prerrogativas garantidas pela constituição federal. O Brasil é uma República Federativa, o Grande Oriente do Brasil se baseia na forma como o Brasil está organizado. Traçando um paralelo entre o GOB e o Brasil, temos o seguinte: O GOB, como sendo o País, os Grandes Orientes Estaduais, as Unidades Federativas, ou seja, os Estados e as Lojas, como sendo os Municípios. Confederação Já a Confederação é uma associação formada por Estados soberanos, usualmente criada por meio de tratados ou acordos, objetivando atender interesses comuns dos associados. As Grandes Lojas brasileiras e os Grandes Orientes estaduais da COMAB, estão organizados no sistema confederativo, são Potências Maçônicas soberanas, independentes e com governo próprio em cada Estado. Enquanto o GOB possui três camadas hierárquicas, o Poder Central no topo, os Grandes Orientes Estaduais no meio e as Lojas na base. No sistema federativo, as Grandes Lojas e os Grandes Orientes estaduais da COMAB, a hierarquia é encurtada entre a potência que é soberana e as Lojas, que são unidades autônomas, mas que não possuem soberania. Um pouco de história Antes de discorrer sobre o tema central do artigo de hoje, REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA, vale a pena uma visita ao passado, desde a fundação da primeira potência maçônica até o Grande Oriente da França, e as visões antagônicas dessas duas organizações no que tange a regularidade. Fundação da primeira Grande Loja Com a fundação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, surgiu a primeira potência maçônica. Regras foram estabelecidas com base no antigo ofício, o que foi consolidado pelo pastor presbiteriano James Anderson com a publicação do Livro de Constituições, em 1723. Ocorre que, outras Lojas da Inglaterra, Escócia e Irlanda não aceitaram as regras impostas pela potência maçônica recém-criada, e em 1725 foi fundada a Grande Loja de Toda a Inglaterra (extinta por volta de 1790). Os conflitos tomaram novas proporções com a fundação da Grande Loja dos Antigos, com a alegação de que a Grande Loja Londrina, apelidada de “Modernos”, tinha se afastado dos antigos costumes da Ordem. Em 1813, os Antigos e Modernos se juntaram dando origem à Grande Loja Unida da Inglaterra. Fundação do Grande Oriente da França Sanados os conflitos na Inglaterra, eles continuaram na França. Os “Antigos” queriam manter os velhos costumes e as cerimônias, mas também começaram a desenvolver novos e mais numerosos graus maçônicos com base em lendas bíblicas e dos Templários. Já os “Modernos”, não queriam envolvimento religioso com a Maçonaria, nem graus mais elevados. Em 1773, os “Modernos” fundaram o Grande Oriente da França. (HODAPP 2016, p. 36). Com a fundação do Grande Oriente da França, a Maçonaria se divide, formando duas correntes ideológicas e antagônicas entre si, tendo de um lado a corrente inglesa, considerada Maçonaria Tradicional e do outro a francesa, caracterizada como Maçonaria Liberal. Essas duas potências passaram a discordar veementemente, principalmente no que se refere a regularidade maçônica. Para entender a crise diplomática que foi instalada, vamos ao tema central do artigo hoje, REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA, principalmente nos critérios ou princípios que a Grande Loja Unida da Inglaterra considera como obrigatórios para regularidade. REGULARIDADE E RECONHECIMENTO Como dito anteriormente, muitas vezes utilizamos na Maçonaria, termos que parecem semelhantes, mas que na verdade têm significados distintos. Como é o caso de regularidade e reconhecimento. Segundo o dicionário Online de Português, regularidade é a qualidade ou estado de regular; conformidade com as leis, com as normas. Já reconhecimento é o ato ou efeito de reconhecer, admitir como verdadeiro. Regularidade maçônica A regularidade maçônica, pode ser observada sob dois aspectos, que estão intrinsecamente ligados: de princípios e de origem. Regularidade maçônica segundo a Grande Loja Unida da Inglaterra Garcia (2012, p. 185-186), aponta oito critérios que norteiam a regularidade maçônica, pelo prisma da Grande Loja Unida da Inglaterra: 1 – A Obediência deve ter sido legalmente estabelecida por uma Grande Loja Regular ou por três ou mais lojas funcionando sob os auspícios de uma Grande Loja regular. 2 – Ser realmente independente e possuir governo próprio, com indiscutível autoridade sobre os Graus simbólicos, isto é, aprendiz, companheiro e mestre sob sua jurisdição, e não vinculada sob qualquer forma ou vir compartilhar sua soberania com qualquer outro corpo maçônico. 3 – Os Maçons no âmbito de sua jurisdição deverão ser exclusivamente homens e tanto ela como suas lojas não poderão ter contatos maçônicos com lojas que admitam mulheres. 4 – Os Maçons no âmbito de sua jurisdição deverão crer em um Ser Supremo. 5 – Todos os Maçons no âmbito de sua jurisdição deverão assumir seus compromissos sobre o Livro Sagrado (A Bíblia) ou a vista dele ou do livro considerado sagrado, que através dele se realiza o compromisso maçônico. 6 – As três “Grandes Luzes” da Maçonaria, isto é, a Bíblia, o esquadro e o compasso, deverão estar expostos quando estiverem abertas, tanto a Grande Loja quanto suas lojas subordinadas. 7 – As discussões sobre religião ou política no âmbito de suas Lojas devem ser proibidas. 8 – Além do mais, deve-se manter a obediência aos princípios pré-estabelecidos (antigos “Landmarks” ou “Marcas de referência”) e dos costumes da Maçonaria, devendo-se exigir o seu cumprimento no âmbito das suas Lojas. O corpo maçônico que atenda esses critérios e siga esses princípios, é considerado regular, segundo a Grande Loja Unida da Inglaterra. No que se refere a regularidade de uma Potência e suas Lojas, para o Grande Oriente da França: Não é requisito formal a crença no Ser Supremo e nem numa vida futura, eis que uma e outra são questões religiosas e, portanto, de fé, que cada Maçom tem a liberdade individual de adotar e proclamar como, quando e onde quiser. (...) Também não se faz necessária nem a presença e nem a abertura da Bíblia como “Livro da Lei”, mas sim da sua Constituição (...) (GARCIA, 2012, p. 187). Quando em 1877, o Grande Oriente da França eliminou a crença em Deus e na imortalidade da alma, a Grande Loja Unida da Inglaterra o considerou irregular. Quem está certo, quem está errado? Garcia (2012, p. 188) faz a seguinte reflexão: (...) a Maçonaria de linhagem inglesa ao exigir que seu Adepto tenha a crença num Ser Supremo, automática e implicitamente exige que ele tenha uma Religião, sem importar qual seja ela, podendo ser cristã, islâmica ou budista. Entretanto, na Inglaterra a sua Grande Loja Unida não reconhece Potências e Lojas cujos Maçons professem as religiões muçulmana e budista, o que inviabiliza totalmente um intercâmbio de experiências culturais vividas e praticadas pelos povos ocidentais e orientais. Reconhecimento maçônico Cada potência maçônica, em conformidade com o princípio elementar da soberania, da qual ela não está sujeita à autoridade ou submissão de qualquer outro corpo maçônico, pode reconhecer outra potência maçônica. Na verdade, reconhecimento maçônico nada mais é que um ato diplomático e administrativo. Claro que o reconhecimento maçônico só deve ser concedido a outra potência regular, uma vez que ao reconhecer um corpo irregular, a potência que o faz se torna, por “contaminação”, irregular. Vale ressaltar ainda, que o reconhecimento maçônico, não é compulsório e nem um direito adquirido, ou seja, ainda que a potência “A” seja regular, a potência “B”, pode não reconhecê-la. Conclusão A Maçonaria é uma organização que possui um sistema hierárquico bem definido, entender a diferença entre soberania e autonomia, e ainda como as potências maçônicas estão organizadas é importante para compreender o que é regularidade e como funciona o reconhecimento na Maçonaria. A Grande Loja Unida da Inglaterra estabelece oito critérios ou princípios de regularidade. Com a fundação do Grande Oriente da França, surge duas correntes ideológicas e antagônicas entre si, que passaram a dissentir veementemente em pontos sensíveis, principalmente no que se refere a regularidade maçônica. Quem está certo? Certo é que, cada potência maçônica, em conformidade com o princípio elementar da soberania, pode reconhecer outra potência maçônica, uma vez que o reconhecimento é ato diplomático e administrativo. Esperamos que tenha ficado claro, o que é e como funciona a REGULARIDADE E RECONHECIMENTO NA MAÇONARIA. Fontes pesquisadas: DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Obediência. Disponível em: https://www.dicio.com.br/obediencia/ . Acesso em 20 agosto de 2024. DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Potência. Disponível em: https://www.dicio.com.br/pesquisa.php?q=Pot%C3%AAncia . Acesso em 20 agosto de 2024. DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Soberania. Disponível em: https://www.dicio.com.br/soberania/ . Acesso em 20 agosto de 2024. GARCIA, Aquiles. Maçonaria: da gênese dos supremos conselhos de Charleston e do Brasil ao cisma de 1927. Águas de São Pedro: Livronovo, 2012. HODAPP, Christopher. Maçonaria para leigos. Tradução de Kennyo Ismail. 2ª edição. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016. O PONTO DENTRO DO CÍRCULO. Considerações sobre a regularidade maçônica. Disponível: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2021/06/21/consideracoes-sobre-a-regularidade-maconica/ . Acesso em: 20 agosto de 2024.

  • CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA SER ACEITO NA MAÇONARIA

    Por Vanderlei Coelho   Se você preferir, pode assistir ao vídeo sobre o assunto do artigo. DECÁLOGO DO MAÇOM E AS CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA SER ACEITO NA MAÇONARIA No artigo de hoje, vamos discorrer sobre o decálogo do maçom e as condições essenciais para um candidato ser aceito na Maçonaria, que são: 1) crer na existência de um princípio Criador; 2) ser homem livre e de bons costumes; 3) ser consciente de seus deveres para com para com a pátria, com o próximo e consigo mesmo; 4) ter instrução que o habilite a compreender as doutrinas maçônicas e força para executá-las; 5) ter reputação ilibada; 6) ter plena capacidade para o exercício de seus direitos civis e no mínimo 21 (vinte e um) anos de idade; 7) Se casado ou em união estável, obter a concordância da esposa ou companheira. Você já conhecia essas condições essenciais, acrescentaria mais alguma? Deixe seu comentário, gostaria de saber sua opinião. O que é decálogo? Decálogo significa conjunto de dez normas ou princípios. Depois de iniciado, o maçom precisa cumprir e fazer cumprir uma série de regras, que serão condensadas a seguir no chamado decálogo do maçom, de acordo com a Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia – GLOMARON. Esse conjunto de dez normas ou princípios abrange: 1. Generosidade; 2. Fraternidade; 3. Solidariedade; 4. Comprometimento; 5. Excelência; 6. Obediência; 7. Pontualidade; 8. Responsabilidade; 9. Moralidade; 10. Trabalho. I. Generosidade: Pugnar constantemente pelo progresso social e exercer a beneficência no seu sentido mais elevado. Apoiar continuamente o avanço da sociedade e praticar atos de generosidade de forma sublime e altruísta. II. Fraternidade Reconhecer como Irmãos a todos os maçons, prestando-lhes, auxílio e proteção, assim também às suas viúvas e órfãos, sempre que justo e necessário. Comprova o espírito de fraternidade entre os Irmãos, extensivos às cunhadas e sobrinhos, com destaque importante: que seja justo e necessário. III. Solidariedade Estender à humanidade, sem distinção de raça, cor ou crença, o espírito de solidariedade. Evidencia o espírito de solidariedade, o verdadeiro maçom pratica o bem e leva a sua solicitude aos mais necessitados, sem distinção IV. Comprometimento Frequentar com regularidade, os trabalhos de sua Loja Simbólica e dos demais setores maçônicos de que faça parte. Fica claro o comprometimento que todos nós devemos ter. V. Excelência Aceitar e desempenhar com exação, as funções e encargos que lhe forem confiados por seus superiores hierárquicos. Além do comprometimento, é preciso desempenhar as funções com excelência. É a busca incessante da perfeição. VI. Obediência Obedecer e fazer obedecer a Constituição, Códigos, Leis, Estatutos e Atos Normativos emanados da GLOMARON, bem como, a Legislação das Lojas Simbólicas, dos Colegiados e dos Conselhos a ela pertencentes, e ainda, os Landmarks da Ordem. São os aspectos legais que o maçom deve cumprir e assegurar o seu cumprimento. VII. Pontualidade Satisfazer pontualmente as contribuições e taxas estabelecidas pelos Poderes Maçônicos. Evidenciar a importância de cumprir com as obrigações pecuniárias. VIII. Responsabilidade Investigar cuidadosamente, as qualidades individuais dos candidatos à admissão na Maçonaria, comunicando, por escrito, aos seus superiores hierárquicos o que souber a respeito dos mesmos, para que fique fazendo parte do processo respectivo. Fica claro o cuidado que todo maçom deve ter, antes de convidar um candidato à iniciação na Maçonaria. IX. Moralidade Cumprir os deveres de cidadão, observando na prática de seus atos os princípios da moral, honrar a sua palavra e respeitar as crenças alheias. Aqui destaca o maçom enquanto cidadão, alicerçado nos princípios morais e sua relação com a sociedade e com o outro. X. Trabalho Exercitar sempre o trabalho manual ou intelectual, pois neles se resume o dever essencial do homem. A Maçonaria exalta o trabalho como fonte asseguradora do progresso humano e da sociedade como um todo. O maçom precisa ter meios honestos de subsistência, que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família, de modo que não fique sacrificado pelos encargos da Ordem. Conclusão Como é sabido, a Maçonaria não é um reformatório, a indicação de profanos à iniciação na Maçonaria é uma decisão que precisa ser muito bem pensada. Será que o candidato vai cumprir com seus deveres maçônicos e de cidadão? Com a aceitação de um novo membro na Loja, vamos dar um novo Irmão à Família Maçônica Universal, por isso é importante, além de acurada investigação da vida do candidato, a irrestrita observância dos requisitos essenciais para sua admissão. O padrinho será responsável pelo candidato que indicar, por tudo que ele venha a fazer, dentro e fora da Ordem, não só até que atinja a plenitude de seus direitos maçônicos, ou seja, o Grau de Mestre Maçom, mas pelo tempo que permanecer entre nós. A cada novo membro a Maçonaria se renova, todos os esforços devem ser dirigidos para que tudo transcorra dentro da mais absoluta legalidade, sem falhas nem atropelos. Só assim, com zelo e dedicação de todos os envolvidos no processo, inclusive os sindicantes, teremos muito mais qualidade do que quantidade de obreiros em nossa sublime instituição. Não nos é dado o poder de optar em qual família vamos nascer, mas na Maçonaria, temos a prerrogativa de escolher quem serão nossos irmãos. Faça boas escolhas. Fonte pesquisada: COELHO, Vanderlei. DA INDICAÇÃO À INICIAÇÃO NA MAÇONARIA: Normas e procedimentos legais . Porto Velho, 2017. Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia - GLOMARON. Ritual do Grau de Aprendiz . Edição, 2016.

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